The possibility of being. There or anywhere. Of being lost. Of being late.

Time as space. Space as a canvas in which one invents memories.

We’ve never been in to the desert. We don’t know what it’s like. But we can imagine that being in such an enormous (empty) place we would be trapped in what we are.

To stay. To wait. To look for a way. And reduce all the possibilities of desire.

António Júlio, coreography, in collaboration with

Tim Darbyshire, interpretation.


A possibilidade de estar. Ali ou em qualquer lugar. De estar perdido. De estar atrasado.

O tempo como espaço. O espaço como um lugar onde se inscrevem memórias inventadas.

Nós nunca estivemos no deserto. Não sabemos como é. Mas podemos imaginar que num lugar tão grande e vazio estaríamos presos dentro daquilo que somos.

Permanecer. Esperar. Procurar um trilho. E reduzir todas as possibilidades de desejo.

António Júlio, coreografia em colaboração com

Tim Darbyshire, interpretação.

Tim Darbyshire

Boots and Breath (Directed by Antonio Julio) is a solo performance which questions the viewers experience of duration. The performer (myself) moves in suspension between a vast empty space and a mountain-like object. His desires to do are suppressed by the thickness and monotony of time and the infinite stretch of an empty space.

Boots and Breath (excerpt)